ECONOMIA

Pix chega a 274 milhões de chaves ativas e BC anuncia novas funções
O serviço, há oito meses em uso, permite o pagamento instantâneo com transferências realizadas 24 horas por dia.


Imagem/Reprodução da internet

Está previsto para o próximo quadrimestre o lançamento de novas funcionalidades do Pix. O serviço, há oito meses em uso, está disponível em 760 instituições bancárias do Brasil, permitindo o pagamento instantâneo com transferências realizadas 24 horas por dia.
 
A modalidade pode ser realizada a partir da conta corrente, da conta poupança ou da conta de pagamento pré-paga. Atualmente, conforme informações do Banco Central do Brasil (BC), 274.374.807 pessoas físicas e jurídicas ativaram o Pix até até o dia 30 de junho.
 
O número é superior ao de brasileiros, pois são permitidas várias chaves. Há cerca de 1,30 chave para cada habitante em solo nacional.
 
Ainda de acordo com a instituição, cerca de 88,5 milhões de pessoas, mais de 50% da população, operam as chaves do Pix por dia. O BC informou que foram realizadas mais de 2 bilhões de transações até junho deste ano. Para se ter uma ideia do tamanho da adesão do serviço, mais de R$1 trilhão foram movimentados até junho.
 
Segundo a assessora sênior do BC, Mayara Yano, os números já ultrapassaram o montante de transações como Teds, Docs e cheques. "Desde abril, trouxemos a inclusão do serviço de pagamentos de boletos, com cálculo de taxas de juros, caso os pagamentos fossem feitos fora do prazo. No cálculo de desconto para pagamentos adiantados, observamos um aumento de mais de 50% no volume de transações utilizando o Pix", explica.
 
Neste primeiro semestre do ano, o BC colocou algumas funções disponíveis. Além do pagamento de boletos, a central de reclamações e o gerenciamento de limites também são alguns dos benefícios.
 
Para o segundo semestre, a instituição promete o lançamento de serviços como Pix Saque, Pix Troco, Pix Offline. "A ideia é que os clientes possam fazer o saque com troco em comércios que não tenham caixas eletrônicos, agregando ao sistema financeiro e facilitando para os clientes. Além disso, pretendemos acelerar esse processo do Open Banking nessa etapa de integração entre os aplicativos de serviço em geral e o Pix, com a finalidade de efetivar o pagamento e, por último, o pagamento offline, quando o cliente estiver sem conectividade", detalha Yano.
 
Para o diretor financeiro da PopiBank, Marcelo Pereira, as funções irão aumentar ainda mais a atratividade do Pix. "O Pix chegou com um recorde de transferências de valores. Agora, o Banco Central pretende criar novas funções para facilitar a vida dos usuários, como o saque de valores em espécie em estabelecimentos credenciados – a exemplo, em supermercados ou lojas credenciadas -, não precisando necessariamente da ida do cliente ao caixa eletrônico da agência bancária", explica.
 
Outra ação esperada pelos clientes é o Pix Offline. A modalidade permitirá pagamentos sem conectividade com a internet. "Ainda estão estudando a melhor forma de implantar as ideias do Banco Central para que se crie uma maneira de realizar transações por aproximação e, assim, facilitar a maneira de pagamento quando o cliente estiver sem internet", esclarece Pereira.
 
Marcelo Pereira avalia que o uso do Pix é um caminho sem volta, do mesmo modo como os atendimentos digitais nas unidades bancárias, os chamados Fisiodigitais.
 
"Esse processo de digitalização dos sistemas bancários é um caminho sem volta. Com a qualidade de aderência dos serviços, a nova modalidade de transferência está ganhando cada vez mais adeptos. Apesar de ainda termos muitos clientes conservadores, os bancos, de modo geral, ainda conservam o atendimento presencial personalizado, mas com voltado para a conectividade", avalia.
 
Mayara Yano também compartilha desse pensamento e analisa que o serviço digital democratiza  a acessibilidade aos serviços bancários. "Os clientes têm mais acesso a todos os serviços de forma rápida e segura e, em muitos casos, com custo mais baixo", opina.
 
Segurança do Pix
 
A assessora sênior do Banco Central, Mayara Yano, assegura que todo o sistema Pix foi criado com plataformas de três dimensões de autenticação digital de segurança, além das adotadas por cada uma das instituições financeiras.
 
"Costumamos dizer que o Pix é novo, mas as modalidades de golpe são antigas, e que as pessoas devem ficar atentas. Os usuários podem ficar tranquilos, porque ninguém tem acesso a nenhum dos dados dos clientes. Temos total segurança a respeito disso. O sistema do Pix tem uma série de ações para bloquear qualquer tentativa de invasão de dados. Além disso, todas as transações bancárias são rastreadas pelo Sistema Nacional Financeiro do Brasil", detalha.
 
Yano também explica que todo o processo do Pix de pagamentos e transferência tem um tempo limite para ocorrer e, se esse tempo é ultrapassado, o processo é automaticamente cancelado. Outro ponto é quando ocorrem transferências seguidas para a mesma chave em curto espaço de tempo, sendo previamente interrompidas.
 
VANTAGEM PARA O COMÉRCIO
 
O Pix é também mais vantajoso para o comércio. Segundo Mayara Yano, o empreendedor que adota a modalidade paga os mesmos custos e tem o retorno de maneira mais rápida. "O empresário recebe instantaneamente. Isso faz com que ele possa negociar os insumos do empreendimento de maneira facilitada. Além disso, não gasta com taxas de cartão de crédito e não trabalha com os riscos do dinheiro vivo no comércio; ele não precisa fazer sangria a todo momento para não ficar com alto valores no caixa", salienta.
 
Yano alerta que atualmente 760 financeiras utilizam o Pix e o comerciante que deseja implementar no empreendimento deve pesquisar, porque muitas oferecem serviços com preços variados ou até gratuitos.



Fale conosco ou participe do nosso grupo do WhatsApp

Participe do nosso grupo e canal do Telegram




COMENTÁRIOS







VEJA TAMBÉM



ECONOMIA  |   21/07/2021 22h29





ECONOMIA  |   21/07/2021 21h03